terça-feira, 2 de setembro de 2014

Nepotismo põe sob suspeita contratos da Petrobras de R$ 732 milhões

Relatório do TCU aponta “risco de favorecimento indevido” a empresas de parentes de dirigentes da estatal que foram contratadas pela companhia petrolífera
Cempes/Petrobras ; Reman/ Petrobras / Uma das unidades da estatal que assinou contratos suspeitos, segundo o TCU, é o Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes, à esq.). A refinaria de Manaus (à dir.) também está sob investigação

Em meio a um turbilhão de denúncias, a Petrobras recebeu oito determinações e duas recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) por indícios de irregularidades em contratos que somam R$ 732 milhões. A auditoria da Corte apontou “risco de favorecimento indevido” e “possibilidade de ingerência” em licitações devido a relações de parentesco entre empresários e funcionários da estatal. “A Petrobras não possui normativos atualizados e devidamente regulamentados [para] operacionalizar o processo de proteção contra práticas nepotistas”, afirma o acórdão da decisão do tribunal.
De acordo com o documento datado de abril deste ano – ao qual a Gazeta do Povo teve acesso com exclusividade –, a auditoria analisou contratos firmados com dez empresas, entre novembro de 2009 e novembro de 2011, por três unidades da estatal: Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), área de Implementação de Empreendimentos para Cabiúnas e Refinaria de Manaus (Reman). No levantamento, o TCU detectou indícios de descumprimento do Decreto 7.203/2010, que proíbe órgãos da administração federal de contratarem empresas cujo administrador ou sócio seja parente até o terceiro grau de funcionários com cargo em comissão ou função de confiança no poder público.
Ao cruzar a lista de empregados efetivos da Petrobras ocupantes de funções comissionadas com a de empresas que tinham contratos com a estatal, o tribunal encontrou 25 firmas chefiadas por pessoas com parentesco com pelo menos 19 servidores. Nesses casos – sigilosos e que não mencionam o nome dos envolvidos –, foram identificados 81 contratos sob suspeita de irregularidades, num total de R$ 712,1 milhões. “Há indícios materialmente relevantes de infração”, ressalta o acórdão.
A auditoria revelou ainda que 20 servidores da estatal tinham participação societária acima de 10% ou atuavam como diretores de empresas contratadas pela companhia. Essas situações envolveram R$ 19,9 milhões, em 31 contratos com “risco de favorecimento indevido”.
Outra irregularidade apon­­tou para a contratação de funcionários terceirizados exercendo função de fiscalização ou consultoria em relação aos serviços de empresas nas quais já haviam trabalhado. Em outros casos, a fiscalização de serviços de engenharia era realizada por trabalhadores sem registro profissional. (GP)

MULHER MORRE APÓS CAIR EM CIMA DO VASO SANITÁRIO


Na tarde deste ultimo domingo (31) uma mulher morreu após cair sobre o vaso sanitário em Marabá (567 km da Capital Pará). Segundo informações, ela subiu em cima do vaso para tentar trocar uma lâmpada do banheiro, como vasos sanitários são feitos de louça e não suportam peso excessivo, ele quebrou e fez com que a moça, que não teve o nome revelado, caísse sobre o mesmo, onde teve um grande corte nas costas. Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu. Segundo informações, uma criança presenciou toda a cena. Não recebemos muitas informações sobre o caso. Uma recomendação para todos, ninguém deve subir no vaso sanitário seja para alcançar a descarga, registro ou interruptor do banheiro, podendo este quebrar e causar ferimentos graves. (PP)

Consultor aponta os prováveis eleitos à Câmara dos Deputados pela Bahia em 2014

Consultor aponta os prováveis eleitos à Câmara dos Deputados pela Bahia em 2014
Foto: Divulgação
O consultor político e sócio-proprietário do Instituto de Pesquisas Séculos, Ari Carlos, realizou, a pedido do Bahia Notícias e diante do atual quadro no interior do estado, um prognóstico dos candidatos a deputado federal com maior possibilidade de serem eleitos em 2014. Da coligação que apoia Rui Costa (PT), estariam quase que garantidos, Nelson Pelegrino, Jorge Solla, Luiz Caetano, Moema Gramacho, Josias Gomes, Valmir Assunção e Waldenor Pereira, todos do PT; Ronaldo Carletto, Mário Negromonte Jr. e Cacá Leão, do PP; Felix Medonça Jr. (PDT); Antonio Brito e Benito Gama (PTB); José Nunes (PSD); e João Bacelar (PR). Na disputa para as quatro ou cinco vagas restantes estariam Robinson Almeida e Amauri Teixeira (PT); Roberto Brito (PP); José Rocha (PR); Alice Portugal (PCdoB); e José Carlos Araújo, Fernando Torres, Sergio Brito, Paulo Magalhães e Jusmari Oliveira (PSD). Ainda aparecem Afonso Florence (PT), Geraldo Simões (PT), Davidson Magalhães (PCdoB) e Edson Pimenta (PSD). Dentre os que apoiam Lídice da Mata (PSB), Bebeto, Domingos Leonelli e Capitão Tadeu, todos da sigla, brigariam por uma vaga. Caso atinjam o coeficiente mínimo, os candidatos de pequenos partidos na briga são Ivanilson Gomes (PV) e Joceval Rodrigues (PPS). Já na chapa que apoia Paulo Souto (DEM), se elegeriam Claudio Cajado, Paulo Azi, Elmar Nascimento e José Carlos Aleluia (DEM); Lúcio Vieira Lima (PMDB); João Gualberto, Antonio Imbassahy e Jutahy Magalhães Jr. (PSDB); Márcio Marinho (PRB); Maurício Trindade (PROS); Arthur Maia (SDD). Correm por fora Luiz Argolo e Marcos Medrado (SDD); João Carlos Bacelar (PTN); Colbert Martins (PMDB); Luciano Braga e Claudio Taboada (DEM); e Tia Eron (PRB). Vale ressaltar que não se trata de uma pesquisa, mas sim de uma análise do consultor, com base em experiências e conhecimentos políticos. (BN)

Empatadas, Dilma e Marina polarizam 2º debate na TV

Em terceiro lugar nas pesquisas, Aécio Neves (PSDB) direcionou a artilharia contra Dilma, que, assumidamente nervosa, respondeu com agressividade


Os candidatos Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Jorge (PV), durante debate dos presidenciáveis promovido pelo SBT, em 01/09/2014

O resultado da última pesquisa Datafolha, que mostrou empate entre Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), mudou a dinâmica do segundo debate entre os candidatos à Presidência da República na televisão nesta segunda-feira. Assumidamente nervosa, Dilma deixou clara a nova estratégia de sua campanha em centrar fogo em Marina – que aderiu à polarização.

"Frases de efeito e frases genéricas. Quando você é presidente, precisa se explicar, não basta dizer que vai fazer uma lista de coisas sem dizer de onde virá o dinheiro", disse Dilma para Marina no debate promovido pelo jornal Folha de S. Paulo, SBT, UOL e Rádio Jovem Pan. Desde o primeiro bloco, a tática de Dilma foi partir para um duelo direto com Marina, tentando transmitir a ideia de que o tucano Aécio Neves, em terceiro lugar nas pesquisas, está fora do jogo.

O nervosismo confesso – logo na sua primeira pergunta, Dilma fez questão de dizer que estava nervosa – acentuou a dificuldade da petista diante do microfone e deu tom agressivo a diversas falas. Irritada com uma pergunta de Aécio sobre segurança pública, Dilma disse – duas vezes numa mesma resposta – que ele "tinha a memória fraca". Quando teve oportunidade de escolher a quem dirigir suas perguntas, a petista optou por Marina – mas sempre se dirigindo à rival como "candidata", sem chamá-la pelo nome. "Os jornais têm noticiado que a senhora pretende reduzir a importância do pré-sal. Por que o desprezo com esse recurso tão importante para o Brasil?". Marina reagiu: "No seu governo, o maior perigo para o pré-sal é o que foi feito com a Petrobras (...)  Empresa que paga caro pelas escolhas que fez". Dilma também alfinetou a candidata do PSB ao afirmar que "sem o apoio no Congresso, não é possível garantir um governo estável e sem crise institucional".
A exemplo do debate anterior, na TV Bandeirantes, Marina questionou Dilma sobre "o que deu errado em seu governo". "A presidente Dilma tem muita dificuldade em reconhecer os erros do seu governo. Nós defendemos sim a autonomia do Banco Central porque esse governo, com atuitudes erráticas, não ajuda a resolver os problemas", disse. Marina também repetiu a tática de elogiar nominalmente os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. "Teremos uma atitude de reconhecer os ganhos históricos da realidade brasileira, infelizmente negligenciada por Dilma, com a inflação crescente, juros elevados e sem estabilidade fiscal. Vamos recuperar o tripé econômico, manter a política econômica de Fernando Henrique Cardoso e as conquistas sociais de Lula. Os programas correm risco com Dilma no governo. Vamos parar de fulanizar as conquistas brasileiras."
Aécio manteve a linha de atacar Dilma. "O ativo mais valioso da política é o tempo. O governo do PT perdeu um longo período que poderia fazer investimentos". As críticas contra Marina só apareceram na fala final: do tucano "Ficou claro que temos dois campos políticos, o do governismo, que recebeu o governo melhor do que vai entregar, e o das mudanças, com várias alternativas. Respeito a candidata Marina, mas ela não consegue superar as contradições em seu projeto. Eu sou o candidato que representa a mudança segura, em que se sabe onde ela vai nos levar". (Veja)

Jogando a toalha


Em Itambé, uma aliança bastante inusitada foi realizada, placas de propaganda eleitoral do deputado estadual Rosemberg Pinto, líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia, ao lado de representantes da oposição ao governo da Bahia.
Rosemberg Pinto é apoiado no município pelo ex-candidato a prefeito Eduardo Gama (PMDB), que vai apoiar o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), e ainda Geddel Vieira Lima (PMDB), e Paulo Souto (DEM).
Este é mais um sinal de que nem mesmo o mais otimista dos petistas acredita na vitória dos seus candidatos a governador e senador.


Com informações do Blog Diga Diga