quinta-feira, 26 de março de 2020

Senado aprova proibição ou restrição de exportação de produtos utilizados no combate à Covid-19

Senado aprova proibição ou restrição de exportação de produtos utilizados no combate à Covid-19

O Senado aprovou, em sessão remota nesta quarta-feira (25), projeto que proíbe ou ao menos restringe a exportação de saneantes, produtos para a saúde, medicamentos e imunobiológicos usados no combate ao coronavírus.

O texto, aprovado por 76 votos a favor, foi alterado e, por isso, terá que retornar à Câmara antes de seguir para sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O projeto foi apresentado originalmente pelos deputados Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ) e Carmen Zanotto (Cidadania-SC).

Pela versão oriunda da Câmara, estava proibida a exportação de equipamentos de proteção individual de uso na área de saúde, tais como luva látex, luva nitrílica, avental impermeável, óculos de proteção, gorro, máscara cirúrgica, protetor facial, ventilador pulmonar mecânico e circuitos, camas hospitalares e monitores multiparâmetro.

O texto também previa que o Poder Executivo poderia excluir a proibição de exportação de produtos, desde que por razão fundamentada e sem prejuízo de atendimento da população brasileira.

No Senado, a relatora da proposta, a líder do Cidadania, Eliziane Gama (MA), alterou o texto.

Ela entendeu que não caberia citar na lei quais os itens que devem ter exportação proibida, o que deve ser feito, segundo a versão aprovada pelos senadores, em um regulamento.

"Ademais, essas definições irão provavelmente variar ao longo dos próximos meses, em função da dinâmica da doença e do previsível aumento da capacidade da indústria nacional em suprir a demanda interna", argumentou Gama.

Assim, ela substituiu a listagem por "saneantes, produtos para a saúde, medicamentos e imunobiológicos".

Outra alteração feita por Eliziane Gama foi permitir não só a proibição, mas também uma medida mais branda, a restrição parcial das exportações, a ser aplicada aos produtos que, a despeito de terem disponibilidade satisfatória no mercado, precisam ser mantidos sobre controle estrito, a fim de evitar sua escassez futura. (BN)

Bolsa dispara pelo 2º pregão seguido e apaga perdas da pior semana em 12 anos

Bolsa dispara pelo 2º pregão seguido e apaga perdas da pior semana em 12 anos

A Bolsa brasileira disparou pelo segundo pregão seguido nesta quarta-feira (25), com alta de 7,50%, a 74.955 pontos, o maior patamar desde 13 de março, antes das fortes quedas da semana passada, que foi a pior semana do Ibovespa desde a crise de 2008.

Investidores estão otimistas quanto ao pacote econômico de cerca de US$ 2 trilhões que pode ser aprovado pelo Senado americano nesta semana. Na terça (24), o Ibovespa subiu 9,7% com o acordo entre democratas e republicanos para a aprovação da medida, que visa aliviar o impacto da pandemia do coronavírus.

O líder democrata no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, chamou a iniciativa de "maior pacote de resgate na histórica americana", descrevendo-a como o "Plano Marshall" para hospitais e necessidades médicas, em referência ao programa financiado pelos EUA que ajudou a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial.

O texto do acordo ainda não foi divulgado, porém, de acordo com agências de notícias, deve incluir US$ 500 bilhões em empréstimo e assistência a grandes companhias, especialmente aéreas, cidades e estados. Também haverá recursos para famílias, por meio de cheques.

Apesar do acordo entre os partidos, um grupo de senadores republicanos se opõe a medidas para desempregados, alegando que elas podem incentivar americanos a deixar seus empregos.

Em resposta, o senador Bernie Sanders, pré-candidato democrata à presidência, dos EUA disse que pode adiar a votação caso os republicanos não retirem suas objeções ao auxílio de desempregados. A expectativa era de que o projeto fosse aprovado ainda neta quarta pelo Senado e, na quinta, pela Câmara.

O movimento de Sanders minou os ganhos das Bolsas ao fim do pregão. Dow Jones subiu 2,39%, S&P 500, 1,15% e Nasdaq caiu 0,45%.

Já o dólar caiu pelo segundo pregão seguido e foi a R$ 5,0340, queda de 0,98%. O turismo está a R$ 5,1940 na venda. (BN)

quarta-feira, 25 de março de 2020

Novo boletim da Sesab registra 84 casos confirmados de coronavírus na Bahia

Novo boletim da Sesab registra 84 casos confirmados de coronavírus na Bahia

A Secretaria de Saúde da Bahia divulgou o número de 84 pessoas infectadas com o novo coronavírus no final da manhã desta quarta-feira (25). Em relação ao boletim da tarde da última terça-feira (24), são cinco novos casos.

Os municípios de Conde e São Domingos entraram na lista com casos na Bahia. As cidades são as seguintes:  Barreiras (1); Brumado (1); Camaçari (1); Conceição do Jacuípe (1); Conde (1); Feira de Santana (8); Itabuna (1); Jequié (1); Juazeiro (2); Lauro de Freitas (3); Porto Seguro (8); Prado (2); São Domingo (1); Teixeira de Freitas (1); e Salvador (52 casos, com a ressalva que três casos são importados, visto que o local de residência é fora da Bahia, mas a notificação foi feita na capital).

Ainda de acordo com a pasta, são 725 casos descartados até o momento. Uma nova atualização deve ser feita no final da tarde desta quarta. (BN)

Governistas seguem oposição e destinam emendas às ações contra a Covid-19

Governistas seguem oposição e destinam emendas às ações contra a Covid-19

Após a bancada de oposição na Assembleia Legislativa encaminhar ao governo do Estado um ofício autorizando o uso das emendas impositivas nas ações de combate ao coronavírus (leia aqui), dois deputados da base governista também anunciaram em suas redes sociais decisão semelhante. O valor das emendas deverão, a partir de então, ser utilizado nas ações de combate ao coronavírus na Bahia. 

No Twitter, o vice-presidente da Assembleia Legisaltiva, Alex Lima (PSB), escreveu: "Vou abrir mão da minha emenda individual e destinar o valor para o combate ao Coronavirus . Agora é hora de unirmos forças contra essa pandemia mundial".

Já o deputado Marquinho Viana (PSB), divulgou a decisão em sua conta do Instagram: "Devido a pandemia do coronavírus, autorizo o governo do estado da Bahia a usar minhas emendas impositivas nas ações de combate à Covid-19".

Provocado se poderia haver um movimento coletivo da base do governo na AL-BA, o deputado Rosemberg Pinto (PT), líder da bancada, afirmou que não chegou a debater o tema em reunião, mas que poderiam ser decisões individuais. (BN)

segunda-feira, 23 de março de 2020

Bancada de oposição abre mão de R$ 25 milhões de emendas para aplicação em ações de combate ao coronavírus

A bancada de oposição da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) comunicou, nesta segunda-feira, ao governador Rui Costa (PT) que abre mão de suas emendas impositivas do ano de 2020 para que os recursos delas sejam revertidos em ações de combate ao coronavírus. Cada parlamentar tem direito a cerca de R$ 1,5 milhão em emendas. Com isso, o estado terá à disposição em torno de R$ 25,5 milhões em recursos oriundos das emendas de parlamentares do bloco oposicionista.
Em ofício ao governador, a bancada informa que os recursos devem ser destinados, em sua totalidade, para a compra de aparelhos médicos hospitalares e implantação e desenvolvimento de estratégias de combate ao Coronavírus. Os deputados que abriram mão das emendas são: Sandro Régis (DEM), Alan Sanches (DEM), Pedro Tavares (DEM), Paulo Câmara (PSDB), Laerte de Vando (PSC), Tiago Correia (PSDB), David Rios (PSDB), Kátia Oliveira (MDB), Luciano Simões Filho (DEM), Capitão Alden (PSL), Marcell Moraes (PSDB), Targino Machado (DEM), Tom Araújo (DEM), Pastor Tom (PSL), José de Arimateia (Republicanos), Talita Oliveira (PSL) e Jurailton Santos (Republicanos).
“Acreditamos que o mais importante neste momento é combatermos este coronavírus, impedindo sua proliferação e cuidando das pessoas infectadas. Para isso, precisamos disponibilizar o máximo de recursos para que sejam aplicados em ações de combate ao Covid-19, na Bahia e no Brasil”, afirmou o deputado Sandro Régis, líder da oposição.
Ainda em conversa com o deputado Sandro Régis, indagamos ao mesmo se havia nos bastidores da ALBA rumores sobre a bancada do Governo (principalmente o PT) seguir a bancada de Oposição? Procuramos também informações com outros parlamentares. De todos, obtivemos a mesma resposta: "existe manifestações isoladas neste sentido, mas, dificilmente haja opção similar a nível de bancada".
Segue abaixo cópia do ofício enviado ao Governador nesta segunda-feira (23).