segunda-feira, 6 de abril de 2020

Mandetta permanece na Saúde

Mandetta permanece na Saúde, mas admite: 'Ajudaram a limpar minhas gavetas'

Após as informações de que o presidente Jair Bolsonaro pensava em demiti-lo, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta confirmou nesta segunda-feira (6) a continuidade no cargo. A informação foi confirmada em entrevista coletiva aos jornalistas após reunião do ministro com o chefe de Estado.

Mandetta admitiu a tensão pela possibilidade em sair do cargo e agradeceu à equipe, mas garantiu que vai continuar trabalhando contra o coronavírus. “[As críticas] Têm sido uma constante no ministério. Adotaram uma determinada linha de termos muitas vezes que voltar, fazer contrapontos, para poder reorganizar a equipe que fica numa sensação de angústia”, declarou.

O titular da pasta afirmou que o trabalho nesta segunda rendeu abaixo do esperado pois a equipe estava com a “cabeça avoada” com as informações de que Bolsonaro poderia coloca-lo para fora. “É muito difícil num momento em que todos estão com os nervos a flor da pele pelos mais diversos motivos. É muito difícil trabalhar nesse sistema aonde a gente não sabe como vai ser o próximo dia ou a próxima semana. A gente não sabe se a doença vai se comportar igual se comporta nos outros países”, comentou.

Segundo o jornal O Globo, após a veiculação do intuito de que o presidente da República iria demitir nesta segunda o ministro em meio à crise, autoridades se articularam para tentar impedir a demissão. De acordo com a reportagem, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), “entraram em circuito” para tentar impedir a saída de Mandetta.

Alcolumbre ligou para o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) dizendo que, caso a demissão fosse concretizada, a relação do governo com o Parlamento "ficaria muito difícil".

Toffoli, por sua vez, fez chegar ao Planalto a informação de que a decisão de Bolsonaro pegaria mal com a suprema Corte, e pediu ao ministro que pregasse harmonia com Bolsonaro. 

Segundo a revista Veja, militares, como Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo), convenceram Bolsonaro de que, por ora, a melhor decisão era não demitir Mandetta. (BN)

Bahia tem 437 casos confirmados e 46 pessoas internadas por coronavírus

Bahia tem 437 casos confirmados e 46 pessoas internadas por coronavírus

A Bahia chegou a tarde desta segunda-feira (6) com 437 casos confirmados do novo coronavírus, o que representa 6,7% do total de casos notificados. O número de mortos pela Covid-19 no estado é de 10, o que resulta em uma letalidadede 2,28%, segundo a secretaria da Saúde (Sesab). 

Até o momento, 2.511 casos foram descartados. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas desta segunda. Ao todo, 83 pessoas estão recuperadas e 46 encontram-se internadas, sendo 26 em UTI. (BN)

domingo, 5 de abril de 2020

SP, RJ, DF, CE e AM podem ter descontrole de casos de covid-19, diz jornal

Exército faz descontaminação dos hospitais Hospital de Base, em Brasília. Distrito Federal tem quase o triplo da média nacional de incidência de covid-19

Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e o Distrito Federal podem entrar no que o Ministério da Saúde classifica de “aceleração descontrolada” no número de diagnósticos de covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.
De acordo com reportagem do jornal A Folha de S. Paulo deste sábado (4.abr.2020), a informação consta em 1 boletim que será publicado esta tarde pela pasta.
São 4 fases da epidemia considerada pelo ministério: localizada, aceleração descontrolada, desaceleração e controle.
O Brasil –de acordo com o último dado publicado– tem uma incidência de 4,3 casos de covid-19 a cada 100 mil habitantes. O Distrito Federal tem quase o triplo: 13,2.
Eis a taxa de incidência de cada unidade federativa:
Até essa 6ª feira (3.abr), o Brasil já tinha mais de 9.000 infectados pelo novo coronavírus e 1 total de 359 mortes. O número diário de novos diagnósticos se mantém abaixo dos 33% projetados pelo ministério. (MSN)

Presidente Tancredo Neves tem todas as entradas da cidade fechadas


A população da cidade de Presidente Tancredo Neves, localizada no Baixo da Bahia, foi surpreendida na manhã deste domingo por uma medida considerada drástica por alguns, tomada pelo Prefeito Tonhe do Bó.
Todas as entradas da cidade foram bloqueadas pela equipe da prefeitura que utilizou tapumes e manilhas para executarem o serviço e por em prática a decisão do prefeito.
Acredita-se que a decisão teria ocorrido por conta do surgimento de novos casos de Corona Vírus, principalmente em cidades mais próximas a Tancredo Neves, a exemplo de Gandu que fica a cerca de 40 km de distância.
A verdade é que a notícia da decisão pegou a grande maioria dos munícipes de surpresa, pelo fato de Tonhe do Bó recentemente ter sido o primeiro prefeito da região da Mata do Baixo Sul a tomar a decisão de reabrir de reabrir o comércio local e liberar a feira livre, principalmente sob o argumento que ainda não haviam casos confirmados na cidade. A medida teria criado um efeito cascata nos demais municípios da região, obrigado aos demais prefeitos a seguirem com a talvez prematura decisão de reabertura dos seus respectivos comércios.
Torcemos agora que tais medidas, aliadas à conscientização da população possa estabilizar o crescimento da pandemia. Em tempo, deixamos nosso solidário apoio e agradecimento à todas as incansáveis e competentes equipes de saúde da região.





sexta-feira, 3 de abril de 2020

‘Toque o barco’, dizem Alcolumbre e Maia a Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), recém-recuperado da covid-19, ofereceu na noite de quinta-feira, 2, um jantar em sua residência oficial, no Lago Sul, em Brasília para o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também participou.
A intenção, segundo interlocutores, foi a de demonstrar apoio ao colega de partido e pedir a ele para “tocar o barco” no comando da pasta, apesar das críticas que vem sofrendo do presidente Jair Bolsonaro. A reunião varou a madrugada e acabou depois da 1h desta sexta-feira.
Horas antes do jantar, Mandetta havia sido alvo de Bolsonaro que, em entrevista à rádio Jovem Panafirmou faltar “humildade” ao seu auxiliar na condução da crise envolvendo a pandemia do novo coronavírus. Ministro e presidente têm se desentendido sobre a melhor estratégia de enfrentamento da doença. Embora tenha dito que não pretende dispensá-lo “no meio da guerra”, o presidente ressaltou que ninguém é “indemissível” em seu governo.
“O Mandetta já sabe que a gente está se bicando há algum tempo. Eu não pretendo demitir o ministro no meio da guerra. Agora, ele é uma pessoa que em algum momento extrapolou. Eu sempre respeitei todos os ministros, o Mandetta também. Ele montou o ministério de acordo com sua vontade. Eu espero que ele dê conta do recado”, disse Bolsonaro na entrevista à rádio.
Alcolumbre e Maia aproveitaram o jantar para deixar claro o total apoio e incentivo ao ministro para que ele não peça demissão e continue fazendo o trabalho no comando da Saúde.
Nesta sexta-feira, em evento do jornal Valor Econômico, Maia disse que a despeito das “bravatas” de Bolsonaro, ele não tem coragem de tirar Mandetta e mudar a política de enfrentamento da doença adotada atualmente pelo Ministério da Saúde: “Toda vez que Bolsonaro vem a público criticar Mandetta, mais atrapalha do que ajuda. Mandetta tem tranquilidade para não sair do trilho por pressão do presidente”, afirmou.
protagonismo do auxiliar diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus já vinha incomodando o presidente há algum tempo, como revelou o Estado.
Enquanto Bolsonaro defende flexibilizar medidas como fechamento de escolas e do comércio para mitigar os efeitos na economia do País, permitindo que jovens voltem ao trabalho, Mandetta tem mantido a orientação para as pessoas ficarem em casa. A recomendação do ministro segue o que dizem especialistas e a Organização Mundial de Saúde (OMS), que consideram o isolamento social a forma mais eficaz de se evitar a propagação do vírus. (MSN)